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Meu perfil BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Música, Arte e cultura |
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PRÊMIOS RECEBIDOS

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"Logo eu que tão sensata
anulo minha ira infudada
porém nem tão incompreendida
para não nos lançarmos em vaias
agora sofro teu desaponto
que me estapeia a razão
pois poupei-nos das farpas
mas não valeu-me o esforço...
Digiro agora as palavras
tentando processar a falha
que tanto evitei encarar
Expressões mal formuladas
induziram-te ao erro
confundindo-te as intenções
que queria revelar
Peco eu pelo cuidado
pelo egoísmo inocente
que nos tece o amor?
Se em nenhum daqueles momentos
quis dizer-te mais
que quero-te sem medida
temo tua falta
temo dividir-te
não tua terna presença
mas o espaço que me cabe em teu peito"
Apenas escuta-me
Meu coração deseja falar-te...
Tens dentro do peito uma luz que não tem fim
Que cega, ilumina, desperta e vive
Pudera eu alcança-la e dizer-te quão preciosa é
E ser digna de segui-la eternamente
Vives dentro de mim, amor
E tudo que sou, tem você
Mas meu coração deseja falar-te...
Pedir-te perdão pela imperfeição,
Pelos caprichos, pelas falhas...
Ah, amor, toma-me pela mão
Ensina-me ser tão clara
Como esta que exala de ti
Vem ser meu anjo e perdoa...
Meu coração deseja falar-te
Dizer-te que sem ti
Sou resumo de obra pálida
Sem vida, sem som, sem luz...
Tenho ciúme da sombra
Que a luz desenha de ti,
Da cama, do braço, desta hora
De mandar-te um beijo
Meu coração deseja falar-te
Perdoa, se assim puderes
Mas não maldigas o meu amor
Desprezo faz corte fundo,
E não precisas sangrar-me
Pra saber o quanto sou tua,
Que respiro da tua luz,
que necessito de teu calor,
que vivo de amar-te sem mais...
Vem, amor, ouve meu coração
Que quer falar-te apenas
Perdão por não ser o anjo
Que és na minha vida
Mas não desistas de mim,
Dai-me a chance de ser,
Assim como você
LUZ
Este silêncio agressivoque
dilacera meu peito enfermo
esta mudez necessária
de quem precisa rever
Nesta hora incessante
de meios "mas" e "porquês"
me calo em meu próprio suspiro
desfazendo-me em apenas eco
De certo que é neste ato
que poupo-me a dor do agora
adio minha lição
recolho-me à timidez
E em alma de poeta
silencio-me somente
ferindo minha essência
negando meu escape
Mas nada mais conjugo
senão este breve fardo
embaço assim minhas notas
adormeço minha mágoa
"Incompreensível coração
que ora grita e não sossega
entorpecido em tua forma
frágil esboça da entrega
Ora rude e limitado
porém vencido por tua chama
atropela a impaciência
torpe, coração que ama
Nesta insanidade vívida
alojada em minh´alma
disfarço a minha sina
que ora me rende ora me acalma
Peco por esta inconstância
que me traia a certeza
mas nela que me enredo
entrelaçada em pureza
E nada mais me resta
que viver desta loucura
sobrevivendo em teu sopro
achando em vc a cura"
"Sempre achei que poderia fazer
a mais bela poesia, de todas a mais sagrada
a mais cálida, a mais desnuda
Que as palavras embriagassem o sóbrio,
despissem a alma e num caminho de rimas
atingissem o êxtase da compreensão
Mas quando em meu frágil ego imaginei a descrição de tão fiel poema
trai-me no vazio de tão poucas palavras
que traduzissem algo que deveria ser simples paixão...
Este calafrio repentino, um delírio vespertino,
um cheiro de belo, de lua, este "sei lá o quê" que me falta,
simples seria se fosse eu um poeta
Mas me limito a discorrer apenas o que sinto
sem me ater a concordâncias, mesmo porque tomei-me de uma loucura terna,
de contos, de literatura e nela baseio meu texto sem jeito, sem preço, sem trova,
mas cheio de toque, de pele, pescoço, caminhos...
Não quero um final marcante, nem mesmo um vago desfecho,
e como em meu falho começo também assim despojarei minha lira,
pois bem me permito dizer que ainda sinto
esse grito no peito, tímido mas satisfeito"
"Nem sei ao menos como começar,
apesar da vontade inquieta de escrever
talvez por nem saber onde foi mesmo que me perdi ou que me achei...
Sem pé nem cabeça, atropelo, tropeço
De repente dia, sem vírgulas ou "mas"
Num momento brisa, em outro chama
Sem licença, tempo ou certeza
Apenas suspiro e vontade...
Não cobro o medo, o erro, breve incômodo
Me permito a sorte de um caminho simples
Que me deixei escolher...
E numa confusão de sentidos
Embriaguei a razão, alimentei a alma e te alcancei...
Não te cito por vaidade ou receio
Ou para poupar-te deste devaneio
Limito-me a demonstrar o "meu"
Buscando em teus traços um seguinte
Uma vontade constante de ser...
É isso que quero somente, um de repente, um após, um amanhã
E assim me convenço
Que quanto mais te busco
Menos me acalmo"