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"Logo eu que tão sensata

anulo minha ira infudada

porém nem tão incompreendida

para não nos lançarmos em vaias

agora sofro teu desaponto

que me estapeia a razão

pois poupei-nos das farpas

mas não valeu-me o esforço...

Digiro agora as palavras

tentando processar a falha

que tanto evitei encarar

Expressões mal formuladas

induziram-te ao erro

confundindo-te as intenções

que queria revelar

Peco eu pelo cuidado

pelo egoísmo inocente

que nos tece o amor?

Se em nenhum daqueles momentos

quis dizer-te mais

que quero-te sem medida

temo tua falta

temo dividir-te

não tua terna presença

mas o espaço que me cabe em teu peito"

 



- Postado por: Renata às 13h22
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Apenas escuta-me

Meu coração deseja falar-te...

Tens dentro do peito uma luz que não tem fim

Que cega, ilumina, desperta e vive

Pudera eu alcança-la e dizer-te quão preciosa é

E ser digna de segui-la eternamente

Vives dentro de mim, amor

E tudo que sou, tem você

Mas meu coração deseja falar-te...

Pedir-te perdão pela imperfeição,

Pelos caprichos, pelas falhas...

Ah, amor, toma-me pela mão

Ensina-me ser tão clara

Como esta que exala de ti

Vem ser meu anjo e perdoa...

Meu coração deseja falar-te

Dizer-te que sem ti

Sou resumo de obra pálida

Sem vida, sem som, sem luz...

Tenho ciúme da sombra

Que a luz desenha de ti,

Da cama, do braço, desta hora

De mandar-te um beijo

Meu coração deseja falar-te

Perdoa, se assim puderes

Mas não maldigas o meu amor

Desprezo faz corte fundo,

E não precisas sangrar-me

Pra saber o quanto sou tua,

Que respiro da tua luz,

que necessito de teu calor,

que vivo de amar-te sem mais...

Vem, amor, ouve meu coração

Que quer falar-te apenas

Perdão por não ser o anjo

Que és na minha vida

Mas não desistas de mim,

Dai-me a chance de ser,

Assim como você

LUZ

 



- Postado por: Renata às 04h11
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Este silêncio agressivoque

dilacera meu peito enfermo

esta mudez necessária

de quem precisa rever

Nesta hora incessante

de meios "mas" e "porquês"

me calo em meu próprio suspiro

desfazendo-me em apenas eco

De certo que é neste ato

que poupo-me a dor do agora

adio minha lição

recolho-me à timidez

E em alma de poeta

silencio-me somente

ferindo minha essência

negando meu escape

Mas nada mais conjugo

senão este breve fardo

embaço assim minhas notas

adormeço minha mágoa

 




- Postado por: Renata às 02h22
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"Incompreensível coração

que ora grita e não sossega

entorpecido em tua forma

frágil esboça da entrega

Ora rude e limitado

porém vencido por tua chama

atropela a impaciência

torpe, coração que ama

Nesta insanidade vívida

alojada em minh´alma

disfarço a minha sina

que ora me rende ora me acalma

Peco por esta inconstância

que me traia a certeza

mas nela que me enredo

entrelaçada em pureza

E nada mais me resta

que viver desta loucura

sobrevivendo em teu sopro

achando em vc a cura"

 

 



- Postado por: Renata às 22h54
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"Sempre achei que poderia fazer

a mais bela poesia, de todas a mais sagrada

a mais cálida, a mais desnuda

Que as palavras embriagassem o sóbrio,

despissem a alma e num caminho de rimas

atingissem o êxtase da compreensão

Mas quando em meu frágil ego imaginei a descrição de tão fiel poema

trai-me no vazio de tão poucas palavras

que traduzissem algo que deveria ser simples paixão...

Este calafrio repentino, um delírio vespertino,

um cheiro de belo, de lua, este "sei lá o quê" que me falta,

simples seria se fosse eu um poeta

Mas me limito a discorrer apenas o que sinto

sem me ater a concordâncias, mesmo porque tomei-me de uma loucura terna,

de contos, de literatura e nela baseio meu texto sem jeito, sem preço, sem trova,

mas cheio de toque, de pele, pescoço, caminhos...

Não quero um final marcante, nem mesmo um vago desfecho,

e como em meu falho começo também assim despojarei minha lira,

pois bem me permito dizer que ainda sinto

esse grito no peito, tímido mas satisfeito"

 



- Postado por: Renata às 01h08
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"Nem sei ao menos como começar,

apesar da vontade inquieta de escrever

talvez por nem saber onde foi mesmo que me perdi ou que me achei...

Sem pé nem cabeça, atropelo, tropeço

De repente dia, sem vírgulas ou "mas"

Num momento brisa, em outro chama

Sem licença, tempo ou certeza

Apenas suspiro e vontade...

Não cobro o medo, o erro, breve incômodo

Me permito a sorte de um caminho simples

Que me deixei escolher...

E numa confusão de sentidos

Embriaguei a razão, alimentei a alma e te alcancei...

Não te cito por vaidade ou receio

Ou para poupar-te deste devaneio

Limito-me a demonstrar o "meu"

Buscando em teus traços um seguinte

Uma vontade constante de ser...

É isso que quero somente, um de repente, um após, um amanhã

E assim me convenço

Que quanto mais te busco

Menos me acalmo"



- Postado por: Renata às 00h21
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